
Quando as Irmãs da Luz treinam Richard para usar seus poderes de mago, a bela e misteriosa Irmã Nicci revela um segredo chocante que o força a fazer uma obscura aliança; na ausência de Richard, Zedd não tem escolha a não ser nomear um novo Seeker.
A impressão que eu tive depois de assistir Dark é que todas essas tramas dos últimos episódios (os poderes de Richard, o novo Seeker) não terão nenhuma importância no futuro, e são apenas para encher lingüiça. Dark foi o primeiro episódio mediano escrito por Nicki Paluga (que até então era minha roteirista preferida), e acabou cometendo alguns erros fatais. Primeiro, criou-se toda uma expectativa em torno dos poderes de Richard, e, quando ele chega no Palácio dos Profetas, simplesmente os perde (ou seja, a história voltou para o mesmo lugar onde estava). Depois, o novo Seeker caiu totalmente de pára-quedas no meio da história, aceitando seu destino de boa. E, de quebra, já se criou um interesse amoroso super forçado entre ele e Cara. E outra: qual a importância desse novo Seeker se Richard volta para o grupo (aparentemente) já no próximo episódio? Parece que os roteiristas querem inserir novidades na trama, mas não sabem um rumo certo a dar para a série. E fizeram isso de uma forma tão fraquinha... Hei, nós amamos LotS, mas isso não significa que devemos engolir calados qualquer coisa que queiram enfiar na nossa garganta!!!
Felizmente, Dark não foi apenas erros. A presença de Nicci (Jolene Blalock, a T’Pol de “Star Trek: Enterprise”, uma de minhas séries preferidas) foi um dos pontos altos do episódio. Depois da morte de Denna, a série precisava mesmo de uma nova vilã que fosse bonita, muito inteligente e sangue-frio, e ela conseguiu cumprir muito bem seu papel. E Richard está cada vez mais legal, ao contrário de alguns outros protagonistas de séries. No review do episódio passado, Light, esqueci de citar os ótimos diálogos entre ele e a Irmã Verna, e aqui eles continuam acontecendo – e poderiam continuar mesmo depois do fechamento do arco das Irmãs. Aliás, as Irmãs da Luz se mostraram tão frias quanto os anjos de “Supernatural”, e bem que poderiam ter tido uma participação mais interessante. Enfim, espero que essas histórias se concluam no próximo episódio (pelo que parece), e a segunda temporada de LotS volte a empolgar tanto quanto no início. Os fãs agradecem...
Nota: 8,5