
Quando Zedd é capturado pela terrível Mord'Sith Denna, Richard é forçado a abandonar sua missão de salvar o mago e, em vez disso, começar uma perigosa jornada de mudança de vida.
Parece que os roteiristas de “Legend of the Seeker” precisam aprender uma coisa: episódios rápidos demais desagradam os fãs. Já é a terceira vez que episódios assim acontecem (Marked e Touched foram os primeiros), mas Light conseguiu uma proeza: ser ainda mais acelerado que estes. Muita coisa aconteceu em muito pouco tempo. No meio de uma caçada à Mord’Sith Denna, Richard começa a sentir fortes dores de cabeça, é enganado, Zedd é seqüestrado, as Irmãs da Luz surgem do nada e revelam que Richard é um mago e deve ir para o Palácio dos Profetas, onde as Irmãs irão triná-lo. Depois disso, a história se divide em três subtramas: Richard sendo guiado para o Palácio, Kahlan e Cara se unindo para encontrar Zedd, e Zedd fazendo de tudo para escapar de Denna. Como se não bastasse, mais um monte de coisas aconteceram, muitos novos personagens foram apresentados e nossos heróis enfrentaram muitos, mais muitos perigos. Tudo bem que tudo isso rendeu bons momentos, como a união de Kahlan e Cara (que muito me lembraram os áureos tempos de Xena e Gabrielle), as hilárias tentativas de Zedd de fugir de Denna (sendo passado para trás por ela várias vezes) e Richard enfrentando os Mriswith (ótimo trabalho da equipe de maquiagem, aliás); mas Light também pecou por inserir personagens descartáveis (como Du’Chaillu e seu povo, que foram mal aproveitados na trama corrida), e encerrar a história de Denna de forma horrível – a morte da personagem foi imperdoável. Mas, sem dúvida, seu maior erro foi ser inferior ao seu antecessor, Resurrection, que, mesmo com uma história também corrida, soube desenvolver bem todas as tramas.
Ponto alto: As cenas entre Kahlan e Cara ficaram muito boas. As duas mostraram que tem uma química enorme, mesmo depois de passarem por tantas situações de desconfiança e inimizade. Tenho certeza que o companheirismo das duas ainda vai render ótimos momentos. Mas, sem dúvida, a melhor cena foi quando Cara usa seu Agiel para curar um ferimento de Kahlan. Deliciosamente engraçada.
Ponto baixo: Como assim Denna começa a se redimir de seus pecados e morre de uma forma tão ridícula, sem nem uma lutinha final com Cara? Dá vontade de bater nos roteiristas que fizeram isso! Felizmente, o corpo dela não foi encontrado, ainda restando a esperança de que ela volte como um Baneling.
Nota: 8,5